Olympic

Introdução
O RMS
Olympic foi um navio transatlântico inglês em
serviço entre os anos
1911
a
1935.
Media 269 metros de comprimento, 28 metros de largura e 56
metros de altura. Tinha capacidade para 329 pessoas em
primeira classe; 285 em segunda classe; 710 em terceira
classe; e 899 pessoas de tripulação. Na sua capacidade total
conseguia acomodar 3547 pessoas. Pertencia à mesma
classe do
RMS Titanic e
HMHS Britannic, entretanto, o Olympic era o irmão mais
velho.
História
O
Olympic era o irmão mais
novo do Titanic. Com 1.005 toneladas a menos, era menos
luxuoso que seu irmão. As maiores diferenças externas entre os
dois eram o passeio do convés A, que no Olympic era
completamente aberto, enquanto que no Titanic e no Britannic o
passeio era fechado até a metade do navio para dar mais
conforto aos passageiros, e passeio do convés B à ré, o qual
também era aberto no Olympic e fechado no Titanic.
Ele foi lançado em 20 de outubro de 1910 e iniciou sua
primeira viagem 10 meses antes do Titanic, tendo sido um
grande sucesso.
Durante a I Guerra Mundial, serviu de transporte de
tropas, recebendo uma condecoração por afundar um submarino
alemão depois de colidir com ele.
Após a guerra, ele foi convertido para o sistema de
propulsão a diesel continuando a atravessar o Atlântico sem
incidentes até Maio de 1934. Nesta data, na manha de 15 de
maio, sob o comando do Capitão J. W. Binks, o Olympic sob um
denso nevoeiro cortou um pequeno navio-farol, o Nantucket, ao
meio. Somente quatro tripulantes do pequeno navio
sobreviveram.
Antes deste acidente uma fissura apareceu em um de
seus eixos. Devido ao custo extremamente alto do conserto, o
Olympic foi enviado a um estaleiro onde foi sucateado em 11 de
Outubro de 1935 após 24 anos de serviço, inclusive como
transporte de tropas e 4 grandes reformas.. Ele atravessou o
Atlântico 500 vezes, navegando por mais de dois milhões de
quilômetros e recebendo o apelido de "Old Reliable"
R.M.S. Olympic - "Old Reliable"
O navio Olympic foi construído
entre Setembro de
1907
e Maio de
1910, ano em que foi lançado. Foi o primeiro
de três grandes navios, a «Olympic-class», (os maiores da
altura) da White Star Line
que fizeram parte da frota por volta da mesma época. Eram em
muito, principalmente no tamanho, distribuição e vista
exterior, iguais.
Em
14 de Junho
de
1911
o Olympic fez a sua viagem inaugural. Com 1313 passageiros a
bordo a viagem transatlântica foi um sucesso. As próximas
viagens foram de igual modo sem falhas. Mas o desastre
aconteceu no início da sua quinta viagem. Pouco passava do
meio-dia quando o navio saiu de
Southampton
a caminho de
Cherbourg
na
França
para levar mais passageiros. Inesperadamente o
HMS Hawke
da
Marinha
Britânica
foi visto no meio do
nevoeiro.
O
navio de
guerra
foi sugado pelas grandes pás do Olympic e o choque foi
inevitável. O HMS Hawke bateu no lado estibordo do Olympic e
deixou-lhe com um buraco e uma pá destruída. Apesar do forte
embate os dois barcos conseguiram chegar ao porto mais próximo
sem vítimas.
O Olympic voltou para
Belfast
para ser extensivamente reparado. Este desastre apesar de
fazer questionar se navios maiores eram menos seguros também
ajudou a mentalizar a idéia que eram navios inafundáveis, pois
nada de muito grave lhe aconteceu.
Esta idéia foi deitada abaixo
em
15 de Abril
de
1912
quando o
Titanic
sofreu um embate com um
iceberg
e afundou-se, resultando na morte de mais de 1500 pessoas.
Assim que o Olympic chegou a
Inglaterra
foram-lhe imediatamente adicionados 24 botes aos 20 que já
tinha. Mesmo assim passageiros e tripulação achavam que a
segurança ainda estava em causa e a
White Star
teve que retirar o Olympic durante seis meses
para reparações mais profundas. Entre outras foi-lhe
adicionado uma 'dupla pele' para resistir melhor a embates. Em
1913
o RMS Olympic tinha 68 botes salva-vidas e estava pronto para
enfrentar as linhas transatlânticas rivais.
Mesmo com o começo da
Primeira
Guerra Mundial
o navio ainda continuou em serviço até que foi finalmente
chamado para atracar indefinidamente em
Belfast.
O grande navio esteve 10 meses parado e foi chamado pelo
governo Britânico. Ele foi pintado com cores muito claras e
com formas geométricas para confundir os
submarinos
inimigos
e foi mudado o nome para H.M.T. (His Majesty's Transport)
Olympic.
O Olympic juntou-se ao seu
irmão mais novo, o
Britannic,
que servia como barco hospital, no
Mediterrâneo
para transporte de tropas e sobreviventes. Depois começou
transportar tropas canadenses e no final de
1916
já tinha completado 10 viagens entre o
Canadá
e a Europa. Mais tarde faria o trajeto
Estados
Unidos
-
Europa
com a mesma finalidade.
Em Maio de
1918
o Olympic foi atacado pelo
submarino
alemão
U-103
no
canal
Inglês
por um
torpedo.
Afortunadamente o torpedo falhou o alvo e foi então que o
Olympic se virou contra ele e o abalroou. O submarino
rapidamente começou a afundar e algumas pessoas que escaparam
foram apanhadas pelo
destroyer
USS Davis
que por ali passava.
Em Novembro de
1918
a guerra terminou. Durante a
Primeira
Guerra Mundial,
o Olympic transportou 41,000 passageiros civis, 66,000 tropas,
e 12,000 membros do batalhão trabalhador Chinês. Ele percorreu
184,000 milhas e consumiu 347,000 toneladas de
carvão.
Por estes recordes de guerra, o navio ganhou a alcunha de "Old
Reliable", que traduzido para o português seria: "velho
confiável".
Retornou então para a
White Star
Line
para ser renomeado R.M.S. Olympic para, uma vez mais,
fazer rotas transatlânticas. Nessa altura o Olympic ainda era
um dos mais maravilhosos e luxuosos navios a circular e por
isso várias personalidades fizeram travessias nele, como é
caso de
Charlie
Chaplin
e de
Eduardo,
Príncipe de Gales.
Nos anos seguintes e com a
ajuda da
Grande
Depressão
o Olympic deu mostras da sua velha idade e tornou-se obsoleto.
Em Março de
1935
fez a sua última viagem para
Nova Iorque
onde foi vendido e completamente desmontado. O Olympic foi um
dos maiores navios que já cruzou os mares e um dos mais
maravilhosos.

Uma das últimas fotos do Olympic. Com boa parte do
casco já desmanchado ele é rebocado pelo canal.
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