A White Star Line travou sessenta
anos de luta contra a Cunard Line pelo título de
principal linha de transatlânticos britânica. O lucro nunca
dominou, porém chegou perto em igualdade com o Cunard. A White
Star entrou no serviço de transatlânticos muito tarde. Depois
do sucesso dos navios da Cunard, o Lusitania e
Mauretania, J. Bruce Ismay, o filho do fundador da
White Star Line, e o maior acionista, o financista americano J. P. Morgan
decidiram marcar o
futuro da linha com a construção de um Trio de navios jamais
imaginados pelo homem.
O monstruoso
trio foi construídos nos pátios da Harland & Wolff
em Belfast. O primeiro a ser batizado, o Olympic,
fez sua viagem inicial em direção a Nova York, após muitas
comemorações, em 1911. O veterano Capitão E. J. Smith
foi escolhido para dirigir o navio. O Olympic não foi
suficientemente rápido para trazer o "Blue Ribband" do navio
da Cunard, o Mauretania. Porém era maior e mais luxuoso. Ela
também parecia extremamente seguro. O Olympic foi construído
com um sistema de 16 compartimentos a prova d'água. Em 1909, o
menor navio da linha, o Republic, teve que sobreviver
por muitos horas depois uma séria colisão no mar. O novo
transatlântico parecia muito seguro como também inafundável.
O segundo navio
da classe foi o Titanic. Ele foi perdido numa colisão
com um iceberg durante sua viagem inicial em Abril de 1912.
Mais 1.500 pessoas, ricas e pobres, passageiros e tripulantes,
morreram. O Capitão Smith, fazia sua última viagem antes de se
aposentar, ele afundou juntamente com o navio. J. Bruce Ismay
que estava a bordo se salvou.
Depois da perda
do Titanic, o Olympic foi reformado com um fundo duplo e mais
barcos salva-vidas. Além disso foram incorporadas várias
mudanças nos projetos do navio final do Trio, o Britannic.
A Primeira Guerra Mundial estourou antes do novo navio entrar
em serviço. O Britannic foi confiscado pelo Almirantado
britânico, e tornou-se um Navio Hospital. Em 1915, ele foi
afundado perto da costa da Grécia, por uma mina ou torpedo, de
um submarino alemão. Por sorte, somente estavam a bordo a
tripulação e pessoal médico, e a maioria escapou pois estavam
a poucas milhas da praia.
A White Star
Line cambaleou com a trágica perda de dois transatlânticos
restando apenas o primeiro dos três navios. Depois da guerra,
ela conseguiu dois navios alemães inacabados que foram
seqüestrados pelos Aliados. O maior desses navios fez sua
última viagem de Hamburg a Amerika's, antes da guerra. Ele
ingressou na White Star Line com o nome de Majestic. O
outro navio menor chamado de Hindenberg, tornou-se o
Homeric. Ambos entraram em serviço em 1922.
Durante os
prósperos anos de 1920, a White Star ordenou a construção de
um casal de navios motorizados para fazer companhia ao único
sobrevivente do Trio, o Olympic. O primeiro, chamou-se
novamente Britannic, e entrou em serviço em 1930.
Seguido dois anos mais tarde pelo Georgic. Mas a White
Star não aguentou com a construção do casal e os difíceis anos
de 1930. Em 1934 formou-se a Cunard-White Star Lines colocando
fim a luta interminável que havia entre as duas linhas.
Depois da união
das duas linhas, o Olympic, o Majestic e o Homeric foram para
a desmonta. O Britannic e Georgic após servirem durante a
Segunda Guerra Mundial retornaram a prestar serviços à linha.
O Britannic navegou até 1960, seu irmão teve que ser retirado
em 1954. O nome White Star Line foi sendo esquecido
vagarosamente até que nos anos 1940 a Cunard, guardou a
bandeira da White Star Line no fundo de um baú. A Cunard Line
está em serviço até os dias de hoje.
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